
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que não é verdade que fiscais do Partido Liberal (PL) tenham sido retirados da sala-cofre da corte no domingo (25/10). A afirmação foi feita pelo senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), após o anúncio da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em nota, a corte esclareceu que a sala-cofre não é aberta a nenhuma visitação. Segundo o tribunal, dois fiscais do partido estiveram no TSE e puderam acessar todas as demais áreas e unidades que podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público.
O TSE detalhou que os fiscais do PL acompanharam o Teste de Integridade das Urnas, realizado no subsolo do prédio, além da totalização e divulgação dos resultados na Sala de Totalização, e visitaram a Sala dos Partidos Políticos, no 5º andar. O tribunal afirmou que há registros de presença e filmagens na Sala de Totalização que comprovam o acesso livre dos fiscais às unidades disponíveis.
Em discurso após a divulgação do resultado, Flávio Bolsonaro não reconheceu a derrota e afirmou que buscará a anulação da eleição. Além da questão sobre os fiscais, o senador criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar por duas horas o período de votação. A solicitação para estender o horário do pleito foi feita pelo PT e pelo PL.
Em declaração, Flávio Bolsonaro afirmou que o ocorrido no dia não foi algo normal e classificou a decisão como "inaceitável". O senador afirmou que o ministro Zanin, ex-advogado de Lula, mudou a regra do jogo ao prorrogar a eleição por duas horas após as 17h01.
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