
O ex-candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), afirmou nesta terça-feira (27/10) que a suposta fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do país era previsível após a derrota nas urnas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o presidente do partido Missão, a retenção dos passaportes pelo ministro do STF Alexandre de Moraes colocou o parlamentar em um impasse. Santos declarou que "o caminho natural do Flávio era fugir" e afirmou que o senador ficou "entre a cruz e a espada" após a apreensão do documento.
O site argentino Infobae informou que o senador teria ido para a Argentina, na segunda-feira (26/10), em um voo privado para seguir viagem aos Estados Unidos. Renan Santos destacou que, caso a fuga seja confirmada, a crise política no país pode ser agravada. Ele mencionou a suspeita de que o parlamentar utilizou um avião de um amigo para cruzar a fronteira e embarcar para os Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro é alvo de duas investigações no Supremo Tribunal Federal (STF): uma por lavagem de dinheiro, junto ao advogado Willer Tomaz, por meio de plataformas de apostas, e outra por corrupção, no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. A notícia do site argentino foi publicada horas após o ministro Alexandre de Moraes determinar que Flávio entregasse todos os seus passaportes à Polícia Federal (PF), incluindo o diplomático.
Renan Santos afirmou que a derrota nas urnas levou à possível fuga e mencionou que o ministro Alexandre de Moraes se sente fortalecido com a vitória de Lula para avançar contra Flávio Bolsonaro e seus aliados. O coordenador-geral da campanha de Flávio ao Palácio do Planalto, o senador Rogério Marinho (PL-RN), negou ao Metrópoles que o parlamentar tenha deixado o Brasil.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro ironizou os rumores sobre a saída do senador e, em seguida, negou a informação publicada pela imprensa argentina, afirmando que "é mentira" e que se trata de uma tentativa da esquerda de justificar ações contra Flávio.
A decisão de retenção dos passaportes ocorreu no âmbito do processo de investigação por lavagem de dinheiro envolvendo Willer Tomaz e empresas de apostas. O ministro Alexandre de Moraes também proibiu Flávio de deixar o país e de manter contato com o advogado. Os investigadores encontraram um e-mail indicando que Flávio figurava como "usuário master" de uma conta vinculada a Tomaz. Além do cancelamento dos passaportes, Moraes determinou que a PF inclua um alerta migratório no sistema SONAR para controle de entradas e saídas do país.
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