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Primo de Flávio Bolsonaro comenta informação sobre saída do senador do Brasil

Leonardo Rodrigues de Jesus, residente na Argentina, publicou comentário em rede social após notícia sobre possível viagem do parlamentar

27/10/2026 às 15h02
Por: VV8 REDAÇÃO
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Reprodução/Instagram
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Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, primo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), comentou em seu perfil no Instagram sobre a informação de que o parlamentar teria saído do Brasil rumo aos Estados Unidos. Em sua publicação, ele afirmou que "o Brasil não é um país seguro para pessoas boas". A notícia da possível partida do senador foi divulgada pelo portal argentino Infobae e indicava que ele teria decolado de Puerto Iguazú, na Argentina, em um jato. A Polícia Federal (PF) não confirmou a saída do parlamentar.

Léo Índio, que reside em Puerto Iguazú, utilizou a rede social na terça-feira, 27, para comentar o caso. Na descrição de seu perfil, ele se identifica como "exilado político". O portal Infobae informou que Flávio teria decolado às 2h a bordo de um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly, após ter atravessado a fronteira a pé. Aliados do senador informaram ao jornal Oeste que foram avisados sobre a saída do parlamentar do país.

A Polícia Federal buscou autoridades argentinas para verificar se o senador entrou no território vizinho e informou que ele não passou por pontos regulares de migração brasileiros nas últimas horas. Antes da confirmação feita aos aliados, a campanha de Flávio negou a viagem. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da candidatura, afirmou que o aliado não saiu do Brasil, enquanto interlocutores do ex-candidato à Presidência informaram que ele estaria em sua residência em Brasília.

Léo Índio foi réu em processo sobre os atos de 8 de janeiro no Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2025, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a defesa prestasse esclarecimentos sobre fatos da ação. Na resposta ao tribunal, os advogados informaram que ele morava em Puerto Iguazú e possuía permissão provisória do governo argentino para residir e trabalhar na cidade.

A notícia do Infobae foi publicada dois dias após a derrota de Flávio no segundo turno da eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrido no domingo, 25. Na segunda-feira, 26, o ministro Alexandre de Moraes determinou o cancelamento dos passaportes emitidos em nome do senador e proibiu que ele deixasse o país, ordenando a entrega dos documentos à PF. Em vídeo nas redes sociais, Flávio relatou ter sido abordado por agentes na saída da casa de seu pai, em Brasília, para entregar os passaportes em 24 horas. O parlamentar afirmou em vídeo que não pretende sair do Brasil e cumprirá a determinação judicial.

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