
Israelenses vão às urnas nesta terça-feira (27/10) para eleger o próximo primeiro-ministro do país. Dados do órgão eleitoral de Israel estimam que mais de 7 milhões de israelenses estão aptos a votar, incluindo aqueles que não residem no país. Segundo o Escritório Central de Estatísticas de Israel, cerca de 810 mil desses cidadãos vivem no exterior e possuem direito ao voto nas eleições deste ano.
O voto em Israel não é obrigatório e exige que seja realizado de forma presencial no território nacional. Dessa forma, cidadãos residentes fora do país precisam viajar até Israel para votar. A exceção ocorre apenas para cidadãos que exercem cargos públicos fora do território israelense, como diplomatas e membros do corpo consular. Até a manhã desta terça-feira, todos os diplomatas em território brasileiro já haviam votado.
Os eleitores participam da escolha dos representantes do Parlamento (Knesset), em um pleito que envolve o futuro político de Benjamin Netanyahu. Esta é a primeira eleição desde o ataque do Hamas há três anos, que resultou em 1,2 mil mortos e 251 reféns. A disputa ocorre em meio a críticas à condução dos conflitos na região e questionamentos sobre falhas de segurança antes dos ataques do grupo. O principal adversário de Netanyahu é Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, que lidera uma alternativa de centro. O resultado definirá a composição do Parlamento responsável por formar o próximo governo.
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