
SUBTULO: Município estabeleceu situação de emergência em saúde pública após registro de quatro mortes suspeitas pela doença.
A Prefeitura de Amparo criou um Centro de Operações de Emergência (COE) para o enfrentamento da febre maculosa após o registro de quatro mortes por suspeita da doença. A medida foi anunciada na quarta-feira (28), e o município realizará uma pesquisa acarológica para capturar e analisar carrapatos em laboratório, em parceria com a Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado. No dia 23, a administração já havia decretado situação de emergência em saúde pública. A formação do COE segue orientações e protocolos do Ministério da Saúde e da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.
As ações previstas pelo centro incluem sinalização, roçagem e fechamento de dois estabelecimentos comerciais interditados para impedir a circulação de capivaras. Áreas públicas de risco passarão por manutenção e fiscalização periódica da Vigilância em Saúde e da Secretaria de Obras. Entre os dias 3 e 6 de novembro, uma equipe da Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado realizará a pesquisa acarológica. Campanhas informativas serão veiculadas em canais oficiais, como rádio, redes sociais, TV e carros de som.
Foram enviados informes técnicos às redes pública e privada para reforçar a identificação dos sintomas da doença e a necessidade de investigar contatos com áreas de mata, rios e lagoas. O município informou que mantém em estoque o medicamento doxiciclina e realizará encontros de capacitação com equipes de pronto-atendimento e profissionais da Atenção à Saúde da Família na próxima semana para atualização de protocolos. A prefeitura também planeja criar um grupo de estudos para monitoramento epidemiológico permanente.
As quatro mortes registradas foram de homens, ocorridas entre julho e outubro. Três dos óbitos tiveram histórico de frequência a um pesqueiro interditado. A febre maculosa é transmitida pela picada do carrapato-estrela e a região de Campinas é considerada endêmica para a doença. A Secretaria Municipal de Saúde orienta que pessoas que frequentaram áreas de risco fiquem atentas a sintomas como febre, dor de cabeça e manchas avermelhadas nos 14 dias seguintes à exposição.
As medidas recomendadas incluem evitar gramados e locais com acúmulo de folhas, não se aproximar de rios ou animais silvestres, utilizar roupas claras que cubram o corpo e inspecionar o corpo e as vestimentas após passar por áreas de risco. Caso surjam sintomas como dor intensa no corpo, mal-estar, náuseas ou vômitos, a orientação é buscar atendimento médico imediato.
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