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Rogério Marinho afirma que PL não possui provas de fraude em eleição presidencial

Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro foi citado em carta divulgada pelo senador após sua chegada aos Estados Unidos

28/10/2026 às 19h10
Por: VV8 REDAÇÃO
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Luis Nova/ Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
Luis Nova/ Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta quarta-feira (28/10) que o PL não possui provas de fraude na eleição presidencial, conforme alegado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O senador, que coordenou a campanha de Flávio, declarou que o partido não pode fazer tal afirmação por falta de evidências.

Flávio foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno de domingo (25/10), com uma diferença de 4.430.191 votos. O petista obteve 64.256.232 votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos, enquanto o senador recebeu 59.826.041 votos, ou 48,21%. O resultado foi anunciado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Jair Bolsonaro (PL). O magistrado reconheceu a reeleição de Lula e parabenizou os candidatos.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também reconheceu o resultado da Justiça Eleitoral, mas solicitou esclarecimentos sobre possíveis irregularidades no uso da máquina pública durante a campanha.

Flávio chegou aos Estados Unidos nesta quarta-feira (28/10) após passar pela Argentina. Em carta compartilhada por aliados, como o influenciador Paulo Figueiredo, o senador afirmou que pretende liderar a oposição ao governo Lula do exterior. A primeira versão do documento apresentava Flávio como "verdadeiro presidente eleito do Brasil" e utilizava um brasão antigo com a inscrição "Estados Unidos do Brazil". Após repercussão, aliados distribuíram uma versão com o brasão oficial da República Federativa do Brasil. Posteriormente, em publicação no X, o senador removeu o brasão e alterou sua descrição para "líder do Brasil".

Na carta, o senador afirma que houve fraude eleitoral devido à decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, de estender a votação até as 19h em seções que ainda funcionavam às 17h. O TSE informou que 34.393 votos foram registrados após as 17h no segundo turno, número inferior a 1% da diferença de mais de 4,4 milhões de votos entre os candidatos. A prorrogação foi autorizada por Zanin após ambas as candidaturas relatarem dificuldades no transporte de eleitores, incluindo a campanha de Flávio Bolsonaro. O documento não apresenta provas que sustentem as acusações de fraude mencionadas pelo senador.

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