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Eduardo Bolsonaro publica foto com Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos e cita Olavo de Carvalho

Deputado cassado postou imagem com o irmão após o senador deixar o Brasil e contestar resultado das eleições

28/10/2026 às 21h53
Por: VV8 REDAÇÃO
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Joe Raedle/Getty Images
Joe Raedle/Getty Images

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro publicou, nesta quarta-feira (28/10), a primeira foto ao lado do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após o reencontro nos Estados Unidos. Na legenda da publicação, Eduardo mencionou o escritor Olavo de Carvalho e afirmou que os dois não desistirão do Brasil, mesmo estando fora do país. O texto citado pelo deputado diz: “Foto de hoje, após reencontrar meu irmão. Ontem foi um dia longo, talvez o mais longo da minha vida. Mas prevalecemos. Mesmo aqui de fora não desistiremos do Brasil. Como diria o Professor Olavo: não parar, não precipitar, não retroceder”.

O encontro ocorre após Flávio deixar o Brasil com a família, depois de ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25/10). O petista recebeu cerca de 4,43 milhões de votos a mais que o senador. Na segunda-feira (26/10), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Flávio entregasse os passaportes e não deixasse o país. O senador, que é investigado em três inquéritos, deixou o Brasil mesmo após afirmar que permaneceria em território nacional para liderar a oposição ao governo Lula.

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem também publicou uma foto ao lado de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. Na legenda, ele afirmou que o senador está “livre da perseguição” e que pretende ser “a voz do Brasil por liberdade, segurança e prosperidade”. Ramagem declarou que Flávio deixou o país, mas não os brasileiros, e afirmou que a luta continuará até que o Brasil volte a ser “um país livre”.

Após deixar o país, Flávio divulgou uma carta na qual afirmou que o Brasil vive um “regime de exceção”. No documento, o senador alegou ser alvo de perseguição política e disse que pretende exercer no exterior uma liderança que, segundo ele, não conseguiria desempenhar no Brasil. Na primeira versão da carta, Flávio se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, apesar da derrota nas urnas; posteriormente, retirou a expressão e passou a se definir como “líder do Brasil”. O senador também contestou o resultado eleitoral, alegou que houve fraude e acusou integrantes do STF de perseguição política contra ele e sua família. No documento, porém, não apresentou provas que sustentassem as acusações.

O resultado do segundo turno foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lula recebeu 51,79% dos votos válidos, o equivalente a 64.256.232 votos, enquanto Flávio obteve 48,21%, com 59.826.041 votos. O Partido Liberal (PL), legenda de Flávio, em nota, afirmou reconhecer o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral, embora tenha defendido o esclarecimento de questionamentos levantados durante a disputa.

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