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Tratamento experimental da Unicamp auxilia paciente com glioblastoma

Paciente de 19 anos apresentou estabilização do tumor após participar de estudo clínico com imunoterapia desenvolvida pela universidade.

29/10/2026 às 02h17
Por: VV8 REDAÇÃO
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Foto: G1
Foto: G1

A jovem Nayumi Gentil Oliveira, de 19 anos, recebeu diagnóstico de glioblastoma, um tipo agressivo de câncer cerebral, e inicialmente teve um prognóstico de menos de um ano de vida. Após o avanço da doença mesmo sob tratamentos convencionais, a família buscou a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde pesquisadores desenvolvem imunoterapia contra o câncer. O tratamento clínico experimental permitiu que o tumor de Nayumi fosse controlado, possibilitando que ela retornasse aos estudos e concluísse o ensino médio.

A pesquisa conduzida pelo Instituto de Biologia da Unicamp utiliza a tecnologia OncoTherad. Desenvolvida e patenteada pela universidade há cerca de 13 anos, a imunoterapia utiliza nanopartículas sintéticas para estimular o sistema imunológico a combater tumores através da ativação de linfócitos T e da produção de interferon. Segundo o diretor do Instituto de Biologia, Wagner José Fávaro, o tumor da paciente diminuiu no primeiro momento e estabilizou após a aplicação do método.

Embora a evolução de Nayumi seja considerada positiva pela equipe técnica, os pesquisadores ressaltam que o OncoTherad ainda é uma tecnologia em investigação para o glioblastoma. O resultado individual não comprova a eficácia do tratamento para outros pacientes nem representa uma cura definitiva para a doença. Atualmente, a jovem enfrenta dificuldades de concentração para ingressar no ensino superior.

A Unicamp mantém diversos projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Entre as inovações citadas pela instituição estão o teste do pezinho para recém-nascidos, o aperfeiçoamento do DIU hormonal, tecnologias de fibra óptica e a "vaca mecânica" para processamento de soja. Outra tecnologia em teste na universidade é a "caneta do câncer", desenvolvida pela cientista Livia Schiavinato Eberlin, que visa identificar tecidos tumorais durante cirurgias com precisão de 95% em estudos prelimares com câncer de pulmão. De acordo com o Anuário de Estatísticas da Unicamp, a instituição produz mais de 6 mil publicações científicas anualmente.

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