
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, publicada nesta quinta-feira (29), a possibilidade de concorrer à Presidência da República em 2030. O governador afirmou que, ao concluir o segundo mandato no estado, "abre uma possibilidade", mas ressaltou que a decisão deve ser avaliada em grupo.
Tarcísio foi considerado inicialmente para substituir Jair Bolsonaro (PL) na corrida presidencial após a inelegibilidade e prisão do ex-presidente. O nome recebeu apoio de lideranças do Centrão, como o senador Ciro Nogueira (PI) e Gilberto Kassab, antes de Bolsonaro optar por lançar seu filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Tarcísio foi eleito governador de São Paulo no primeiro turno com 62,65% dos votos (14.491.874).
Dados comparativos mostram que Flávio Bolsonaro recebeu 352.696 votos a menos do que o total alcançado por Tarcísio na disputa estadual; o senador obteve 14.139.178 votos no segundo turno presidencial. Em contrapartida, Lula (PT) obteve 12.119.274 votos no segundo turno presidencial, número superior aos 8.423.656 votos de Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo paulista. O comparecimento eleitoral aumentou em 970.133 entre o primeiro e o segundo turno, enquanto a redução de brancos e nulos elevou os votos válidos em 3.127.939.
Sobre a situação de Flávio Bolsonaro, que saiu do país após determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes para entrega do passaporte, Tarcísio afirmou respeitar o resultado das urnas e classificou o momento como de "aprendizado e exercício de oposição". O senador foi visto em Miami na quarta-feira (28) e publicou cartas mencionando "fraude eleitoral" e uso da máquina pública por Lula.
Tarcísio rejeita a alegação de fraude, mas avalia que Flávio não venceu devido a um "pacote de gastos desmedidos" lançado por Lula na reta final, o qual teria conseguido "iludir o cidadão".
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