
O influenciador Paulo Figueiredo afirmou, nesta quinta-feira (29/10), que os erros na carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) — como o uso do brasão antigo do Brasil e a autoproclamação de "verdadeiro presidente eleito" do país — foram causados pela inteligência artificial (IA) do ChatGPT. A declaração ocorreu por meio da rede social X, após a equipe do senador compartilhar três versões diferentes do documento.
Em publicação no X, Figueiredo afirmou que o influenciador e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro acharam "muito engraçado" o fato de a IA ter selecionado o brasão de 1889, época em que o símbolo trazia a grafia antiga com "Z" e a denominação "Estados Unidos do Brazil". Segundo ele, o senador solicitou ao ChatGPT que inserisse o brasão da República nas versões finais do texto.
Sobre o segundo ponto, Figueiredo explicou que a IA teria incluído uma versão anterior do texto em que Flávio se apresentava como "presidente eleito", enquanto a versão final aprovada pela equipe do senador deveria apresentá-lo apenas como "líder". Ele afirmou que a escolha pelo termo "líder" visava descrever a situação jurídica e simbolizar uma liderança de valor "moral".
O senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após descumprir uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar seus passaportes à Polícia Federal. O senador passou pela Argentina, fez escala no Equador e chegou aos Estados Unidos. Também desembarcaram nos EUA a esposa do senador, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas dele, Carolina e Luiza.
Flávio Bolsonaro deve solicitar asilo político ao governo republicano, alegando perseguição, ameaças e violações de direitos no Brasil. O senador é alvo de duas investigações no STF: uma por lavagem de dinheiro, junto com o advogado Willer Tomaz, envolvendo plataformas de apostas; e outra por corrupção, referente ao financiamento do filme Dark Horse sobre a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão da Corte ocorreu no âmbito do processo em que Flávio e o advogado são investigados por lavagem de dinheiro em um suposto esquema envolvendo empresas de Tomaz e bets.
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