
A bancada da federação formada pelo PT, PCdoB e PV na Câmara dos Deputados informou ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que pode deixar o bloco de partidos que apoia a reeleição dele caso o PL e o Novo passem a integrar o grupo. O deputado paraibano não confirmou a decisão do partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas afirmou que as siglas serão consultadas antes de qualquer definição.
A resistência dos petistas à entrada das duas legendas faz parte de uma articulação para reduzir a influência do PL na próxima legislatura. A sigla, que elegeu 121 deputados federais em 2026, terá a maior bancada da Câmara a partir de fevereiro de 2027 e pretende disputar o comando da Casa. O PT busca evitar que o partido de Flávio Bolsonaro (PL) conquiste espaço na estrutura de poder do Legislativo, incluindo cargos na Mesa Diretora e presidências de comissões temáticas. A distribuição desses postos é influenciada pela composição dos blocos partidários, tornando a formação do grupo de apoio a Motta estratégica para as negociações.
A federação formada por PT, PCdoB e PV anunciou, em 27 de outubro, apoio à reeleição de Motta. A decisão aproximou a esquerda dos partidos de centro que já articulavam a recondução do presidente da Câmara. Com a adesão dos petistas, o grupo passou a reunir partidos que somam 361 deputados eleitos para a próxima legislatura. A aliança reúne legendas como União Brasil, PP, PSD, MDB, Republicanos, PSB e PDT, entre outras.
A eleição para a Presidência da Câmara está prevista para fevereiro de 2027. Para vencer em primeiro turno, o candidato precisa obter ao menos 257 votos, em uma votação secreta. Embora o apoio partidário dê vantagem numérica a Motta, a definição dos votos dependerá da decisão individual dos parlamentares.
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