
O deputado federal e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá (RJ), pretende solicitar uma reunião pessoal com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa ocorre após a reunião da Executiva Nacional do partido expor tensões internas e articulações para afastar integrantes do grupo identificado como "centrão petista".
A movimentação é liderada pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, que propôs que membros dessa ala deixem voluntariamente a legenda, mencionando a possibilidade de expulsão. Quaquá é apontado como um dos principais alvos da medida e busca o diálogo direto com Lula para verificar se o presidente apoia seu afastamento do partido.
As divergências entre os setores petistas foram ampliadas durante a reunião da Executiva Nacional, quando Edinho Silva apresentou sua posição sobre a permanência do grupo na legenda. Entre as críticas direcionadas a Quaquá e seus aliados, há acusações de omissão durante a campanha presidencial de 2026, com afirmações de que materiais eleitorais teriam deixado de destacar o nome e a imagem de Lula.
O deputado reagiu às ações da cúpula do partido e, em conversas com aliados, criticou o presidente da legenda quanto à condução do conflito. Outro ponto de divergência citado é a atuação parlamentar do grupo de Quaquá e sua relação com as emendas orçamentárias; integrantes da Executiva questionam a proximidade da ala com práticas que o governo Lula afirma pretender combater.
A situação evidencia uma disputa política interna no PT entre grupos com visões diferentes sobre os rumos da legenda e a relação com o governo federal. Diante da possibilidade de expulsão, Quaquá busca esclarecer a posição do presidente e entender seu espaço dentro da organização partidária. A crise na Executiva Nacional expõe o racha entre integrantes da base de apoio de Lula.
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