20°C 29°C
Brasília, DF
Publicidade

Senado aprova PEC da Segurança Pública com foco no combate ao crime organizado

Texto inclui o Sistema Único de Segurança Pública na Constituição e amplia a atuação da União em fronteiras e divisas

04/11/2026 às 09h14
Por: VV8 REDAÇÃO
Compartilhe:
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O plenário do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (3/11), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A medida estabelece novas diretrizes para os órgãos de segurança no país e amplia a participação do governo federal no enfrentamento ao crime organizado. No primeiro turno, a proposta obteve 73 votos favoráveis e, no segundo turno, 75 votos favoráveis, sem registros de votos contrários. Com a aprovação, o Congresso Nacional concluiu a análise do tema e seguirá para a promulgação na Constituição.

A proposta inclui o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição, cria o Sistema de Políticas Penais e amplia a cooperação entre as forças de segurança dos diferentes entes federativos. A Polícia Federal passa a ter maior atuação no combate ao crime organizado em divisas estaduais ou fronteiras internacionais para garantir respostas coordenadas em operações que ultrapassam limites estaduais. A Polícia Rodoviária Federal terá suas atribuições expandidas, podendo atuar em ferrovias e hidrovias federais, além de permitir que municípios criem polícias civis para policiamento ostensivo e comunitário. O texto prevê mecanismos de cooperação entre forças federais e estaduais, mantendo as atribuições e a autonomia das polícias civis e militares.

As regras penais tornam-se mais rígidas para integrantes de facções criminosas, milícias e organizações paramilitares, incluindo previsão de prisão em presídios de segurança máxima, regras mais severas para progressão de regime, confisco de bens do crime e proteção a denunciantes e suas famílias. A PEC também amplia a distribuição de recursos federais, obrigando a União a enviar 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen).

A discussão sobre a redução da maioridade penal não foi incluída no texto final da emenda constitucional. O tema foi objeto de divergência durante a tramitação no Senado. A oposição, liderada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), propunha reduzir a maioridade penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo. O líder do PT, Camilo Santana (PT-CE), sugeriu uma proposta intermediária de redução para 16 anos apenas em casos de crimes hediondos.

O governo defendia que a discussão sobre a maioridade penal ocorresse em uma PEC separada para evitar o retorno do texto à Câmara dos Deputados e atrasos na promulgação da medida e na criação do Ministério da Segurança Pública. Em 15 de outubro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), retirou a PEC da pauta devido às divergências entre governo e oposição. Nesta terça-feira (3/11), o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o governo trabalharia para aprovar a proposta sem alterações sobre maioridade penal, visando preservar o texto já aprovado pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Brasília, DF
25°
Chuvas esparsas

Mín. 20° Máx. 29°

25° Sensação
1.84km/h Vento
65% Umidade
100% (14.12mm) Chance de chuva
05h33 Nascer do sol
18h16 Pôr do sol
Qui 31° 20°
Sex 31° 21°
Sáb 31° 22°
Dom 24° 19°
Seg 23° 19°
Atualizado às 09h01
Economia
Dólar
R$ 5,47 -0,31%
Euro
R$ 6,17 +0,35%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 453,677,43 +0,51%
Ibovespa
165,528,92 pts -1.42%
Publicidade