
O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que o Senado Federal não será omisso diante de denúncias e possíveis crimes de responsabilidade envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu durante o lançamento oficial de sua candidatura à presidência do Senado, com eleição prevista para fevereiro de 2027.
Durante reunião com o presidente do STF, ministro Edson Fachin, Marinho discutiu a relação entre os Poderes e a atuação da Casa diante de denúncias contra integrantes da Suprema Corte. O senador sinalizou que, caso seja eleito, pretende adotar uma postura mais ativa na análise dos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.
O parlamentar questionou a condução do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a falta de andamento de mais de 100 pedidos de impeachment protocolados contra magistrados da Corte. Como proposta, Marinho defende que solicitações com o apoio de pelo menos 49 senadores tenham tramitação automática para evitar que permaneçam sem análise.
Além de Edson Fachin, o senador buscou diálogo com os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, André Mendonça e Luiz Fux para apresentar sua posição e reduzir tensões institucionais. Marinho afirmou que uma eventual presidência não significaria uma política de perseguição ao Judiciário ou um instrumento de vingança, mas sim a garantia de que as prerrogativas constitucionais sejam respeitadas.
A articulação busca atrair parlamentares da direita e da centro-direita com um discurso de maior independência do Legislativo, contrastando com o perfil conciliador de Davi Alcolumbre. O senador também indicou que não pretende solicitar reuniões com os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que são alvos de críticas de setores da oposição ao STF.
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