
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quarta-feira (4/11) que irá ressarcir os clientes afetados pela dissolução do banco digital Ueno. A instituição foi dissolvida por intervenção do Banco Central paraguaio na terça-feira (3/11). Peña informou que se reuniu com os presidentes da Câmara e do Senado paraguaio para apresentar um projeto de lei "para cobrir 98% de todos os acionistas da instituição afetada, iniciando os pagamentos já esta semana". O presidente solicitou aos parlamentares que votem a proposta com celeridade.
Durante o anúncio, Peña nomeou Raúl Vera Bogado como novo presidente do Banco Central e indicou dois diretores, Pedro Acosta e Edsel Gonçalves, afirmando que os escolhidos possuem longa carreira no setor bancário e experiência em situações de crise. O presidente declarou que pretende transmitir tranquilidade aos cidadãos, afirmando que o sistema financeiro é forte e conta com mecanismos de proteção.
O Banco Central paraguaio iniciou o processo de dissolução do Banco Ueno, um dos maiores bancos digitais do país, na terça-feira (3/11). A medida resultou na renúncia do então presidente do Banco Central, Carlos Cavallo. Oito executivos do Banco Ueno foram presos no mesmo dia. O Ministério Público do Paraguai acusa a instituição de manipulação da situação patrimonial e de um esquema de concessão irregular de empréstimos a empresas com supostos vínculos com o grupo controlador do banco.
A denúncia do Banco Central contra o Ueno possui mais de 200 páginas, totalizando quase 2.000 páginas com os documentos anexos. O procurador paraguaio Francisco Cabrera afirmou que as prisões dos executivos foram feitas para "garantir a presença e a participação dos indivíduos sob investigação no processo legal", e informou ter recebido informações de que alguns deles poderiam fugir do país.
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