
O partido Novo demonstrou sua força política em 2026 ao superar a cláusula de barreira, garantindo uma bancada sólida de 13 parlamentares no Congresso Nacional já na próxima legislatura, em fevereiro de 2027. A legenda elegeu dez deputados federais e três senadores, além de conquistar 15 cadeiras nas Assembleias Legislativas, o que assegura acesso ao Fundo Partidário e à propaganda eleitoral gratuita. Este feito consolida a presença da sigla no cenário nacional, desafiando a hegemonia dos partidos ligados ao governo Lula.
Os nomes confirmados incluem Felipe Camozzato (Novo-RS), Gilson Marques (Novo-SC), Marina Helena (Novo-SP), Adriana Ventura (Novo-SP), Jeffrey Chiquini (Novo-PR), Guilherme Kilter (Novo-PR), Henrique Mecabô (Novo-PR), Paulo Martins (Novo-PR), Luiz Lima (Novo-RJ) e Eduardo Moura (Novo-PE) na Câmara dos Deputados, enquanto para o Senado foram eleitos Deltan Dallagnol (Novo-PR), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Lahesio Bonfim (Novo-MA). O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, destacou que a legenda ultrapassou 2,5% dos votos válidos em âmbito nacional, cumprindo o percentual mínimo exigido em nove estados para atender à cláusula de barreira.
Segundo Ribeiro, "Mais do que cumprir uma exigência legal, o resultado mostra que o Novo ampliou sua presença pelo país e terá uma bancada maior e mais representativa no Congresso", evidenciando a capacidade da legenda de prosperar sem depender exclusivamente das grandes coalizões da base governista. A cláusula de barreira força os partidos a demonstrarem desempenho real, seja alcançando 2,5% dos votos nacionais para deputado federal, ou obtendo um número mínimo em nove unidades federativas.
O mecanismo é fundamental pois determina o acesso ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito na mídia. Mesmo que uma legenda falhe no cumprimento da regra, seus mandatos não são cancelados – os parlamentares podem permanecer na sigla –, permitindo inclusive a migração para partidos mais fortes. Este modelo de desempenho contrasta com a dificuldade vista em algumas siglas tradicionais do PT e aliados, que precisam manter vastas estruturas apenas para atingir o mínimo legal exigido pela Justiça Eleitoral.
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