
Celina Leão (PP) não conseguiu a reeleição como governadora do Distrito Federal no primeiro turno das eleições de 2026, sendo superada por uma margem apertadíssima de apenas 168 votos. Apesar da derrota, o apoio consolidado da direita fez com que ela alcançasse impressionantes 825.530 votos, o que corresponde a 49,93% do total válido. Os dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) também revelam um alto índice de voto protesto, com mais de 26 mil eleitores apertando o número 22 e anulando seu próprio voto.
A força da campanha conservadora é evidente no apoio estrutural à governadora. O Partido Liberal (PL), que não lançou candidato próprio ao governo do DF neste pleito, integrou a coligação e deu suporte total à reeleição de Celina Leão. Ela fez campanha ao lado de figuras importantes da direita, como Michelle Bolsonaro (PL-DF) e Bia Kicis (PL-DF), ambas eleitas ao Senado, reforçando o alinhamento do poder executivo distrital com a bandeira bolsonarista no cenário nacional.
A grande movimentação dos votos anulados levanta dúvidas sobre a intenção do corpo eleitoral. Embora os dados não permitam uma conclusão definitiva, é plausível que parte do eleitorado tenha confundido o número da candidata, ou manifestado insatisfação com as opções apresentadas pelo campo governista liderado por Lula. Celina Leão enfrentará Leandro Grass (PT) no segundo turno, onde a disputa se acirra ainda mais.
Os números complementam o quadro de forte engajamento eleitoral, que também registrou votos brancos em 4,11% (74.774 votos) e nulos em 4,95% (89.910 votos). A abstenção foi de 18,99% (426.067 votos), o que significa que 81,01% dos eleitores compareceram ao pleito para decidir sobre o destino do Distrito Federal, consolidando um cenário vibrante e polarizado em favor da continuidade das forças conservadoras no DF.
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