
As eleições do primeiro turno consolidaram um cenário de renovação legislativa, deixando 168 deputados federais e 21 senadores sem mandato após derrotas nas urnas. Esses parlamentares disputaram a reeleição ou buscaram novos cargos em governos estaduais e assembleias legislativas, mas não conseguiram garantir sua permanência no Legislativo federal.
Os dados levantados pelo Metrópoles revelam que grande parte dos derrotados tentou ficar na própria Casa. Na Câmara, cerca de 26% dos 513 deputados em exercício concorreram a um novo mandato e falharam na reeleição. Enquanto alguns buscaram o Senado ou governos estaduais, as perdas foram significativas dentro da estrutura que apoia a gestão do presidente Lula.
No Senado, nomes importantes sofreram com os resultados: Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo no Congresso, não conseguiu se eleger no Amapá; Ciro Nogueira (PP) ficou em terceiro lugar no Piauí; e Renan Calheiros (MDB) perdeu o cargo após 22 anos de serviço. Além disso, ex-ministros da atual gestão Lula foram atingidos, como Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB), Gleisi Hoffmann (PT), Celso Sabino (PDT) e Paulo Pimenta (PT).
Este cenário de perdas é um indicativo claro do avanço conservador. Na Câmara dos Deputados, o Partido Liberal (PL), partido alinhado a Jair Bolsonaro e à chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, conquistou 121 cadeiras. A queda de membros da base governista, especialmente aqueles ligados ao PT e seus aliados, demonstra que o movimento liderado por bolsonaristas está consolidando sua força política no Congresso brasileiro.
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