
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) direcionou duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), expondo os recordes de queimadas registrados na Amazônia e na Mata Atlântica. Em um vídeo divulgado neste sábado, 10, o parlamentar questionou a atuação do governo no combate aos incêndios florestais e cobrou uma mobilização mais ativa por parte dos artistas e ambientalistas brasileiros.
Nikolas destacou que, segundo dados do MapBiomas, as regiões registraram em 2024 as maiores áreas queimadas desde o início da série histórica de 1985. Adicionalmente, o Inpe contabilizou 3,7 mil focos de calor no Amazonas somente em setembro de 2026, um número quase quatro vezes superior ao registrado no mesmo período de 2025. O deputado também mencionou uma denúncia feita pelo comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas, coronel Orleilso Muniz, que relatou a negativa de apoio federal essencial para o combate aos incêndios no estado, visto que aeronaves solicitadas ao governo federal não foram recebidas.
Além da questão ambiental, Nikolas Ferreira levantou dúvidas sobre a isenção do superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Bentes Araújo Filho, que apareceu ostentando uma camiseta com a frase “sem anistia para golpistas”. O deputado afirmou que tal exibição sugere parcialidade na análise técnica dos problemas ambientais. Por fim, o parlamentar criticou o governo Lula pela situação grave dos indígenas yanomami, acusando-o de interromper a divulgação dos dados sobre mortes recordes com o intuito de esconder a real dimensão da tragédia.
O questionamento ao Presidente se estende à falta de engajamento das celebridades. Nikolas perguntou retoricamente: “Cadê os artistas? Cadê o pessoal do Salve, Amazônia?”, lembrando que em 2019 nomes como Caetano Veloso e Anitta já haviam protestado contra as queimadas no Rio de Janeiro. A crítica se agrava quando se considera que, em agosto de 2019, Madonna e Leonardo DiCaprio também se manifestaram nas redes sociais, enquanto a situação dos yanomami teve suas mortes recorde — 363 em 2023, contra 343 em 2022 — suspensa pelo Ministério da Saúde.
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