
O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), agiu de forma decisiva neste domingo, 11, ao determinar que a Central Única dos Trabalhadores (CUT), entidade historicamente ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT), removesse publicações veiculadas no Instagram sobre Flávio Bolsonaro. A ordem veio a pedido do próprio candidato à Presidência pelo PL, em um claro movimento de defesa da integridade de sua campanha contra a máquina política da esquerda que busca desqualificá-lo antes das eleições gerais de 2026.
A equipe de Flávio denunciou publicamente que a CUT vinha utilizando o perfil institucional para promover ativamente a candidatura de seu principal adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao mesmo tempo em que tentava desestimular o voto no PL. As peças acusatórias eram pesadas: uma delas fazia montagem ligando Flávio ao chamado “Escritório do Crime” e às milícias, utilizando a foto de Adriano da Nóbrega; outras associavam a candidatura do senador à ameaça de congelamento do salário mínimo, fim do Pix e manutenção da escala 6x1.
Mendonça fundamentou sua determinação na aparente ilicitude da propaganda eleitoral veiculada no perfil jurídico da CUT. O ministro pontuou que as mensagens não se limitavam a posições institucionais, mas sim ao fato de "identificam expressamente o representante [Flávio], relacionam sua eventual eleição a consequências negativas para os eleitores e procuram desestimular o voto em sua candidatura", sendo ainda feita uma comparação explícita com Lula. Flávio Bolsonaro se mantém firme em suas garantias, assegurando que não retirará benefícios sociais nem acabará com aposentadorias, mantendo, inclusive, a gratuidade do Pix – modelo de pagamento instantâneo legado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apesar da ordem do TSE, a CUT demonstrou resistência e manteve uma ofensiva digital: na noite de domingo, logo após a exclusão das peças originais, a entidade publicou um novo post questionando a intenção de Flávio em eliminar o Pix. Em evento realizado em São Paulo, Flávio reforçou sua postura conservadora ao declarar que "Ninguém vai tocar em programas sociais", consolidando o ataque da CUT contra as propostas do PL e provando que a tentativa de manipulação eleitoral por parte dos apoiadores do PT segue ativa no cenário político brasileiro.
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