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Ministro da Secom deixa o governo para focar na campanha após derrota

Sidônio Palmeira se afasta em meio à crise comunicacional do PT frente a Flávio Bolsonaro no primeiro turno

11/10/2026 às 12h05
Por: VV8 REDAÇÃO
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Foto: Revista Oeste
Foto: Revista Oeste

O ministro Sidônio Palmeira, responsável pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, tirará férias a partir desta segunda-feira, 12. A decisão estratégica visa concentrar toda a energia e expertise do gestor na campanha de reeleição de Lula, um movimento impulsionado pela crise gerada após o primeiro turno das eleições de 2026. O resultado foi duro para o governo petista: Lula alcançou 47% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 45%, evidenciando as dificuldades da chapa governista em convencer o eleitorado.

A derrota vexatória expôs falhas significativas na comunicação do atual governo, área que era amplamente gerida por aliados de Sidônio Palmeira e sob forte pressão da cúpula do PT. Diante disso, a organização petista busca uma reorganização urgente dos esforços até o segundo turno, marcado para 25 de outubro. O governador Rafael Fonteles, reeleito no Piauí, assumiu a coordenação da comunicação eleitoral e já sinaliza mudanças drásticas, como a ampliação da presença de Lula nas redes sociais com vídeos gravados pelo próprio presidente.

A tentativa desesperada de recomposição também envolve novos nomes com perfil mais combativo. O publicitário Otávio Antunes, conhecido por sua abordagem comunicacional mais agressiva — experiência que ele adquiriu trabalhando na campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo neste ano —, pode integrar a equipe para dar um tom mais incisivo à disputa contra o PL. Paralelamente, no campo da articulação política, Camilo Santana (PT-CE) passou a apoiar Edinho Silva, que permanece como presidente nacional do PT na coordenação-geral da campanha.

Sidônio Palmeira deve atuar diretamente na definição das estratégias mais cruciais nas duas semanas finais de campanha. Embora o resultado inicial tenha sido um revés claro diante da força e apelo de Flávio Bolsonaro, a saída do ministro sinaliza que o PT reconhece a necessidade urgente de mudar a chave comunicacional para tentar reverter a narrativa negativa e garantir a reeleição de Lula em outubro de 2026.

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