
O levantamento realizado pelo g1 Campinas indica que 19 dos 31 municípios abrangidos pela área de cobertura não dispõem de Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), o que corresponde a 61,3% das cidades. Entre os municípios citados estão Paulínia, Jaguariúna, Monte Mor, Amparo e Louveira. As DDMs são unidades especializadas responsáveis pelo atendimento a mulheres vítimas de violência e pela investigação de crimes relacionados à violência de gênero. O estado de São Paulo registra um índice maior: 514 dos 645 municípios paulistas (79,7%) não possuem delegacia especializada.
A ausência dessas unidades gera barreiras para as vítimas. Em Nova Odessa (SP), uma moradora relatou a dificuldade em denunciar após ser agredida pelo marido, precisando se deslocar de sua cidade até Sumaré (SP) e depois até Americana (SP) para realizar o exame de corpo de delito. A delegada Pietra Duarte de Mendonça, da DDM de Americana, esclareceu que, nestes municípios sem DDM, as vítimas podem registrar ocorrências em delegacias comuns, sendo os casos posteriormente encaminhados às DDMs responsáveis pela investigação. Segundo a delegada, o acesso dificultado pode aumentar o receio das mulheres em formalizar a denúncia.
No contexto da área de cobertura da EPTV, que engloba 49 municípios das regiões de Campinas e Piracicaba, a proporção de cidades sem DDM é de 67,3%, com 33 municípios afetados. Além disso, há desafios operacionais: apenas as delegacias da mulher localizadas em Campinas e Piracicaba funcionam 24 horas por dia naquela cobertura.
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