
Wilson Grassi Júnior, que disputou o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 pelo partido Democrata, anunciou na quarta-feira (14) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na segunda etapa da disputa. Médico-veterinário, ele terminou a primeira fase da eleição em 11º lugar, com 16.881 votos, o equivalente a 0,1% dos votos válidos.
Em publicações nas redes sociais nesta quarta-feira, Grassi criticou a condução do país pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e mencionou a idade do petista, de 80 anos. Embora tenha afirmado respeitar a idade do presidente, o veterinário questionou sua permanência no cargo por mais um mandato. Ele também divulgou um áudio de sua mãe com razões para não votar em Lula. Na gravação, ela critica o PT, aliados do presidente e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao explicar sua escolha para o segundo turno, Grassi mencionou o respeito à mãe, a quem descreveu como apoiadora de Flávio Bolsonaro.
Além de Grassi, entre os candidatos que disputaram o primeiro turno e declararam apoio a Flávio Bolsonaro estão os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além de Augusto Cury (Avante) e Clariana Barão (DC). Lula recebeu manifestações de apoio do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), ligado a Hertz Dias; do Partido Comunista Brasileiro (PCB), representado por Edmilson Costa; e da Unidade Popular (UP), de Samara Martins. Renan Santos (Missão) e Rui Costa Pimenta (PCO) ainda não declararam publicamente apoio a nenhum dos dois candidatos.
Apesar do apoio ao senador, o veterinário apontou a ausência de propostas específicas para a causa animal no plano de governo do candidato. Por isso, encaminhou uma carta com cinco compromissos prioritários e pediu que Flávio se pronuncie sobre as medidas, indicando a carta nas redes sociais e pedindo a assinatura de apoiadores. Entre os pontos apresentados está a criação de uma política nacional de proteção aos animais domésticos e silvestres. O documento também propõe regulamentar a atuação dos protetores de animais comunitários, com garantias para atividades de resgate, castração e alimentação de cães e gatos em áreas vulneráveis.
A carta inclui ainda a participação do governo federal na implantação de hospitais veterinários públicos nos municípios brasileiros e o fortalecimento de programas de castração gratuita para controlar a população de animais e reduzir o abandono. Na área de preservação da fauna, Grassi propõe medidas contra a caça e o tráfico de animais, além da instalação de passagens de fauna em rodovias para diminuir atropelamentos. O documento também prevê financiamento de pesquisas sobre alternativas ao uso de animais na cadeia alimentar, como carne cultivada e proteínas vegetais.
Na mensagem enviada a Flávio, o veterinário afirma que a adesão aos compromissos poderá ampliar o apoio à candidatura do senador entre médicos-veterinários, profissionais de saúde e protetores de animais no segundo turno.
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