
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, na terça-feira (13/10), suspender o julgamento das contas de 2025 do Banco Central (BC) até a conclusão do processo que analisa a atuação da autoridade monetária na liquidação extrajudicial do Banco Master. A decisão dos ministros seguiu a recomendação do Ministério Público junto ao TCU, que argumenta que as conclusões da investigação podem influenciar a avaliação da gestão do BC. O entendimento diverge da área técnica do tribunal, que havia proposto considerar regulares as contas dos responsáveis.
O Tribunal manteve pendente a análise das contas, sem decidir pela aprovação ou rejeição. O julgamento envolve a responsabilidade do presidente do BC, Gabriel Galípolo, e de outros oito integrantes da administração da instituição. O processo foi aprovado em bloco, modalidade em que diferentes casos são submetidos ao colegiado sem discussão individual. O acórdão registra que a apuração sobre a liquidação do Master "tem potencial para influir no mérito das contas" da autoridade monetária.
Relatada pelo ministro Jhonatan de Jesus, a investigação examina possíveis omissões do BC na fiscalização e supervisão do Master e de suas subsidiárias. Também estão sob análise os procedimentos que levaram à liquidação extrajudicial da instituição financeira, em novembro de 2025.
A decisão sobre as contas determina que o tribunal aguarde o trânsito em julgado do processo mencionado para que a área técnica possa reavaliar os efeitos de outras apurações sobre o julgamento da gestão do BC. Entre essas apurações está o processo que trata de possíveis falhas na fiscalização da operação entre o Banco de Brasília (BRB) e o Master, cuja análise aguarda definições sobre questões em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).
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