
Mensagens extraídas pela Polícia Federal do aparelho celular de Daniel Vorcaro indicam que reportagens do portal Metrópoles teriam sido submetidas previamente ao banqueiro para sugestões e alterações antes da publicação. De acordo com reportagem do UOL, pelo menos 14 textos foram enviados antecipadamente a Vorcaro, dos quais 11 sofreram modificações após suas solicitações. O registro também inclui pautas sugeridas ou publicadas a pedido dele.
A relação entre o banqueiro e a direção do portal é analisada em conjunto com um contrato de publicidade de R$ 20 milhões firmado entre o Banco Master e o Metrópoles, além de pagamentos anteriores. Nas mensagens, Vorcaro demonstra influência sobre conteúdos relacionados aos interesses de seus negócios. Em um dos episódios citados, após uma reclamação do banqueiro sobre uma informação, a jornalista Lilian Tahan respondeu "Tiramos". Em outro momento, diante de um pedido para reduzir a exposição de um adversário político do Master, a resposta foi "Deixa comigo".
O conjunto das conversas é apontado como evidência de uma relação entre interesses empresariais e produção jornalística, colocando Vorcaro em uma posição de influência que, segundo o relato, ultrapassaria os limites de sua atuação como anunciante. O caso levanta questionamentos sobre a autonomia editorial do Metrópoles diante da relação comercial com o Banco Master e do impacto do investimento publicitário na edição das matérias.
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