
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu críticas após compartilhar um vídeo criado por inteligência artificial (IA) em que aparece interagindo com um tigre. A publicação faz referência ao caso de um jovem de 24 anos, morto após invadir o viveiro de um felino na Inglaterra. O vídeo, publicado na quarta-feira (14/10), reproduz gestos de William Chapman, que faleceu no último sábado (10/10) após entrar no recinto do animal em um parque de vida selvagem.
Na montagem feita com IA, o republicano aparece sorrindo e simulando uma luta com o felino antes de abraçá-lo, ao som da música “The Lion Sleeps Tonight”. A gravação reproduz o momento em que Chapman aponta o dedo para o tigre nas imagens reais do ataque. Em comunicado divulgado pelo jornal britânico The Guardian, a família do jovem afirmou que a circulação desse tipo de conteúdo causa sofrimento severo em um momento de vulnerabilidade e pediu que as pessoas parem de compartilhar o material.
Antes da publicação com inteligência artificial, Trump compartilhou na terça-feira (13/10), em sua rede social Truth Social, um trecho das imagens reais do incidente, mostrando o tigre mordendo e arranhando o jovem sem exibir o momento da morte. Na ocasião, ele escreveu na legenda: "Não mexa com a natureza!".
William Chapman morreu após ser atacado pelo tigre Altai, um tigre-de-amur, no Yorkshire Wildlife Park, próximo à cidade de Doncaster, na Inglaterra. Segundo informações da audiência inicial do inquérito realizada nesta quinta-feira (15/10), o jovem sofreu múltiplos ferimentos traumáticos após escalar duas cercas para acessar o espaço do animal. Funcionários do parque contiveram o felino e paramédicos confirmaram a morte de Chapman no local. O parque foi evacuado e permanece fechado, sem previsão de reabertura; a administração informou que o tigre não será sacrificado.
De acordo com os familiares, Chapman enfrentava uma doença mental significativa há vários anos, possuía diagnóstico de esquizofrenia e histórico de episódios de psicose, além de utilizar medicamentos fortes. Apesar do quadro, ele era considerado independente e não precisava de cuidados especiais, segundo informações apresentadas no inquérito.
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