
O presidente da República, Lula, afirmou nesta quinta-feira (15/10), durante uma sabatina no Jornal Nacional, que as negociações sobre as tarifas norte-americanas continuam e que os Estados Unidos podem ser mais afetados pelo aumento das taxas do que o Brasil. O presidente afirmou: “Quem deve estar preocupado conosco no momento são os Estados Unidos. Eu não fiz a lei da reciprocidade, não quero fazer. Eu quero continuar negociando. Mas, se for necessário fazer, nós vamos fazer, e eu acho que eles vão ter problemas conosco. Por que? Nós temos coisas que eles precisam mais do que coisas que eu preciso deles”.
Além da possibilidade de adotar medidas comerciais em retaliação às tarifas dos EUA, o presidente afirmou que, embora o Brasil tenha sido afetado pelas tarifas aplicadas pelo governo Trump, o país expandiu a relação comercial com outros países, incluindo China, Indonésia, Alemanha, Vietnã e outros 50 países. Desde julho, produtos brasileiros são alvos de duas tarifas que, juntas, chegam a cerca de 37,5%. Para justificar a sobretaxa, os EUA acusaram o Brasil de práticas econômicas desleais, como o Pix, e alegaram ineficiência no combate ao trabalho escravo no país.
A última rodada de negociações ocorreu em 8 de outubro. No último ano, o Brasil foi alvo de uma tarifa de 50% sobre exportações para os EUA, que foi posteriormente derrubado.
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