
O relatório da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) analisou o desempenho dos candidatos na primeira fase do exame entre os anos de 2021 e 2026, com foco no índice de facilidade (IF). O indicador é baseado na proporção de acertos por questão: itens com mais de 80% de acertos são classificados como muito fáceis; entre 60% e 80% como fáceis; entre 40% e 60% como média; entre 20% e 40% como difíceis e até 20% de acertos como muito difíceis.
No período analisado, que compreende 430 questões, a disciplina de matemática apresentou o maior volume de itens com baixo índice de acertos. Das 72 perguntas de matemática entre 2021 e 2026, 36 tiveram menos de 40% de acertos. Em contrapartida, as disciplinas de história e língua portuguesa registraram mais itens com altos índices de acerto no mesmo período.
Em 2026, a prova de matemática teve dois itens classificados como muito difíceis (questões 49 e 50) e cinco considerados difíceis. Na mesma edição, a questão de sociologia foi a mais fácil, com 92% de acertos, enquanto a questão 64 de língua portuguesa foi a mais difícil, com 12,6% de acertos. A média geral de acertos dos candidatos em 2026 foi de 36,8 das 72 questões disponíveis, um resultado inferior aos 38,9 acertos registrados em 2025.
O coordenador de pesquisa da Comvest, Rafael Pimentel Maia, afirma que o objetivo do relatório é avaliar o funcionamento das questões e auxiliar as bancas a aprimorar as provas futuras, não sendo uma ferramenta para medir o desempenho individual dos estudantes. Além do índice de facilidade, a comissão utiliza o índice discriminatório (ID) para verificar a capacidade da questão em separar os candidatos com melhores notas daqueles com menores notas. O relatório serve para identificar itens que não funcionaram como esperado e ajustar as estratégias de elaboração das próximas edições.
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