
Em 2008, no glossário de "O país dos petralhas", Reinaldo Azevedo descreveu o termo "tocadores de tuba" para se referir ao colunismo em defesa do governo petista. Em 2012, no segundo volume da obra, ele utilizou a sigla JEG para definir o "Jornalismo da Esgotosfera Governista", composto por veículos e jornalistas financiados com dinheiro público. O autor criticava publicamente profissionais que ele classificava como prestadores de serviço disfarçados de jornalistas.
Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, publicadas pelo jornalista Paulo Figueiredo, apresentam um registro sobre uma possível relação contratual entre o banqueiro e Reinaldo Azevedo. Segundo o material, o advogado Walfrido Warde, sócio de Azevedo no programa Reconversa e defensor do Banco Master, atuaria como intermediário. Em conversa de janeiro de 2025, Fabiano Zettel mencionou "aquele contrato do Reinaldo Azevedo", detalhando 12 parcelas de R$ 100 mil a partir de março de 2024, com sete parcelas quitadas até o momento.
Em março de 2025, Vorcaro solicitou que um jornalista de renome "compre a briga" em relação à venda do Master ao BRB. O advogado Walfrido Warde respondeu: "Deixa comigo". A matéria original aponta que, embora as críticas anteriores de Azevedo fossem contra jornalistas que recebiam verba pública, os registros atuais o inserem como item de planilha em conversas de um banqueiro. O texto conclui que, enquanto anteriormente ele criticava quem "alugava a opinião", as mensagens recentes sugerem uma mudança na dinâmica de atuação do jornalista.
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