
A terapeuta ocupacional Tatiane Ferrari, residente em Paulínia (SP), criou uma rede de apoio para acolher mulheres que perderam bebês durante a gravidez ou logo após o parto. A iniciativa surgiu após ela e o marido, o engenheiro civil Sérgio Ferrari, enfrentarem duas perdas antes do nascimento de seus filhos gêmeos, Leon e Gael. Tatiane organiza encontros virtuais mensais para oferecer um espaço seguro de compartilhamento para mulheres em situações semelhantes.
A partir de 2025, a Lei nº 15.139/2025 instituiu a Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental e definiu outubro como o Mês do Luto Gestacional, Neonatal e Infantil no Brasil. A legislação determina que serviços de saúde públicos e privados devem garantir direitos como encaminhamento para acompanhamento psicológico, acomodação em ala separada, espaço e tempo para despedida do bebê, emissão de declaração com data, local e nome escolhido para o natimorto, além da possibilidade de incluir o nome do bebê no registro em cartório.
A psicóloga Juliana Moroni, do Instituto do Luto Parental, afirma que o acolhimento hospitalar influencia a forma como as famílias enfrentam a perda. Tatiane Ferrari ressalta que o apoio de familiares e amigos é fundamental e recomenda a presença física e o respeito à dor da mãe como formas de acolhimento durante o processo de luto.
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