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Davi Alcolumbre busca apoio para permanecer na presidência do Senado em 2027

Presidente da Casa articula com parlamentares de diferentes partidos e busca explorar divisões internas no PL

18/10/2026 às 17h45
Por: VV8 REDAÇÃO
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Divulgação/STF
Divulgação/STF

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), intensificou as articulações para se manter no cargo na legislatura de 2027, buscando apoio independentemente do resultado da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. A movimentação ganhou força após o dirigente do PL, Valdemar Costa Neto, anunciar a intenção do partido de lançar Rogério Marinho (PL-RN) para a disputa. Alcolumbre busca explorar divisões internas na bancada do PL, que possui uma estrutura numerosa.

Entre as estratégias citadas, está a tentativa de conquistar votos de integrantes do próprio PL, como o vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes (PL-TO). Segundo aliados, Gomes poderá assumir a relatoria do Orçamento de 2027, função que, conforme um acordo anterior, caberia a um senador do MDB. O presidente da Casa também busca apoio de outros parlamentares, como Eduardo Braga (MDB-AM) e Otto Alencar (PSD-BA), que já declararam apoio à sua recondução. Além disso, Alcolumbre mantém conversas com senadores eleitos e parlamentares que buscam novos gabinetes, apartamentos funcionais e cargos vinculados à presidência.

Outro ponto das negociações envolve o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Rodrigo Pacheco. Ele é indicado por Alcolumbre para ir ao Supremo Tribunal Federal (STF). Aliados avaliam que a indicação poderia aproximá-lo tanto do governo Lula quanto de um eventual governo Flávio, além de abrir uma vaga no TCU para ampliar o espaço de negociações políticas. Parlamentares contrários à recondução de Alcolumbre consideram que essa possibilidade poderia beneficiar o próprio senador caso ele perca a disputa.

O histórico das negociações remete a 2023, quando Rogério Marinho perdeu a eleição para a presidência do Senado para Rodrigo Pacheco por 49 votos a 32. Em 2025, o PL apoiou Alcolumbre, que assumiu o comando da Casa. Recentemente, houve um confronto entre Alcolumbre e Marinho sobre a retirada de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) após o presidente do Senado colocar em votação pautas do governo Lula.

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