
O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), informou nesta terça-feira (20/10) que possui ao menos 100 assinaturas de parlamentares para a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). O objetivo da comissão é apurar o financiamento do filme Dark Horse e a relação entre Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz, investigado na CPMI de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo Uczai, 85 deputados e 15 senadores formalizaram apoio à medida.
A iniciativa integra a estratégia da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para abordar temas não esclarecidos pelo adversário enquanto busca transparência em seu governo. No início do ano, a imprensa relatou que Flávio Bolsonaro solicitou R$ 134 milhões ao proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o financiamento de um filme sobre a vida de Jair Bolsonaro (PL). O presidenciável justificou o pedido como um investimento privado.
Na reta final da campanha, a relação de Flávio com Willer Tomaz foi questionada. O advogado é investigado por envolvimento com descontos indevidos em aposentadorias e pensões na previdência social e, recentemente, por suspeita de lavagem de dinheiro em apostas on-line. Uczai afirmou que o pedido conta com assinaturas de parlamentares dos partidos PSD, PSB e Podemos, enquanto membros do PL não teriam assinado até a última atualização do sistema da Câmara.
Em contrapartida, parlamentares do PT estão assinando um requerimento para uma CPMI que investigue a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e de Roberta Luchsinger. Esse requerimento da oposição conta com o apoio de 34 senadores e 83 deputados. O PT busca que a oposição apoie a CPMI voltada a Flávio Bolsonaro.
A movimentação no Congresso acompanha a estratégia da campanha do presidente em solicitar que Flávio abra sigilo bancário durante o debate na TV Bandeirantes. Lula apresentou o pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira. Em coletiva de imprensa, Pedro Uczai afirmou que os governistas não têm receio em dar transparência às investigações envolvendo o filho do presidente e a lobista, que declarou à CNN que Lulinha era recebido por ministros para tratar de interesses particulares.
"Nós assinamos para mostrar para a sociedade brasileira que nós não temos receio nenhum da transparência. De investigar Fábio Luís e Roberta, que tem todas as denúncias feitas a poucos dias feitas por ela. Nós queremos que o time do Flávio Bolsonaro tenha a mesma postura que nós. Nós não queremos uma outra postura. Nós estamos assinando a CPI deles", declarou Uczai.
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