
A Polícia Federal solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a extensão do prazo para investigar Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e Roberta Luchsinger. Os investigados são alvo de apurações sobre um suposto esquema de tráfico de influência em que, segundo a Polícia Federal, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a empresária teriam intermediado contratos com o poder público. Ambos negam as irregularidades. O pedido de prorrogação ocorreu após o término do prazo inicial de 60 dias e visa aprofundar a apuração sobre vínculos societários, movimentações financeiras, registros de agendas em órgãos públicos e viagens realizadas pela dupla no Brasil e no exterior.
Há uma terceira apuração sobre a dupla sob relatoria do ministro Flávio Dino. Em nota, a defesa de Lulinha afirmou que as novas medidas solicitadas pela Polícia Federal são a "mais clara e genuína expressão" de uma "fishing expedition", termo utilizado para descrever investigações genéricas sem alvo definido. A defesa alegou que a tese inicial da investigação sobre pagamentos mensais foi desmentida por extratos bancários e que a investigação teria mudado de rumo para examinar passagens aéreas, caracterizando o que chamou de "perseguição de uma pessoa".
Em entrevista à CNN no dia 17, Roberta Luchsinger afirmou que Lulinha se reunia semanalmente com ministros do governo e declarou pretender firmar uma delação premiada. A empresária, que foi apoiadora do presidente e amiga do filho dele, afirmou que não seria o "boi de piranha" das investigações e que responderá ao devido processo legal caso seja acusada de crime. No ofício da Polícia Federal, a corporação justificou a necessidade da dilação do prazo devido ao tempo exíguo para a conclusão das diligências determinadas.
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