
O Pentágono concedeu autorização oficial ao Departamento de Segurança Interna (DHS) do governo Trump para iniciar testes e desenvolver táticas operacionais com um raio de calor de tecnologia militar na fronteira sul dos Estados Unidos. A medida foi formalizada por meio de um memorando assinado pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, conforme informado pela rede de notícias CNN. A permissão permite ao DHS avaliar a viabilidade de implantar o equipamento em ações diretas de segurança no limite territorial com o México.
Denominado oficialmente como "Sistema de Negação Ativa" (Active Denial System), o dispositivo é uma arma de impacto não letal projetada para emitir um feixe invisível de ondas eletromagnéticas. De acordo com dados das Forças Armadas norte-americanas, a energia gerada pelo sistema tem capacidade de atingir alvos com precisão a distâncias de pouco mais de 800 metros. Ao entrar em contato com o corpo humano, o feixe provoca uma sensação imediata de queimação na pele, experiência comparada por autoridades e especialistas do Pentágono ao calor de um forno quente.
Militares explicam que o efeito de formigamento dura entre 10 e 15 minutos, gerando nos indivíduos um impulso para fugir do local. A aplicação da tecnologia na patrulha fronteiriça é descrita como um passo sem precedentes nas políticas de segurança dos Estados Unidos, alinhando-se às diretrizes da administração Trump para o controle das fronteiras e endurecimento das normas migratórias.
Embora o Pentágono tenha concedido a autorização, o requerimento do DHS não detalhou os trechos geográficos ou as circunstâncias táticas específicas para os testes, nem definiu publicamente o modo de emprego operacional da arma. No entanto, relatos de autoridades atuais e anteriores da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) indicam que o uso da tecnologia para dispersar aglomerações na divisa com o México é debatido internamente há anos.
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