
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça afirmou, na noite desta quinta-feira (22), que não cabe à Corte decidir sobre a divulgação das quebras de sigilos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Mendonça declarou que os sigilos bancário, fiscal e telefônico existem para proteger o titular, que pode abrir mão deles quando quiser. Segundo o ministro, não é necessária decisão judicial para a divulgação, sendo a escolha de cada um, cabendo ao eleitor avaliar tal decisão. Ele reiterou que os candidatos e as pessoas físicas e jurídicas mencionadas estão autorizados a divulgar, por ato próprio, como e quando entenderem pertinentes, os dados de que são titulares.
O presidente desafiou o adversário para divulgar os sigilos durante o debate da TV Band, realizado no último domingo (18). Nesta terça-feira (20), Lula protocolou um pedido ao TSE para que os sigilos dele e de sua família sejam abertos para investigação. Em resposta, a defesa de Flávio afirmou que aceitava a quebra dos sigilos, mas impôs novas condições, como a inclusão de dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do petista.
O petista concordou com as condições do candidato do PL, mas cobrou dados da empresa offshore Alcazar Holdings, que tem como sócio único o advogado Willer Tomaz, descrito como amigo próximo do senador. Ambos são investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de lavagem de dinheiro. Nesta manhã, representantes da campanha de Lula protocolaram as informações no TSE. A defesa de Flávio informou que avaliaria os documentos e, caso os dados estivessem completos, apresentaria as informações do senador.
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