
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que as empresas Meta e X apresentem esclarecimentos técnicos sobre inteligência artificial, distribuição de conteúdos políticos e anúncios eleitorais em um prazo de 24 horas. A decisão foi tomada após uma ação movida pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O ministro estabeleceu multa diária de R$ 500 mil para cada empresa em caso de descumprimento injustificado da ordem, ressaltando que a abertura da investigação não comprova as acusações contra as plataformas.
A coligação do presidente Lula acusa as plataformas de favorecerem o senador Flávio Bolsonaro, ampliando o alcance de publicações a favor dele e restringindo conteúdos ligados ao petista. A ação também questiona o funcionamento de ferramentas de inteligência artificial, com os autores alegando que tais sistemas teriam gerado material eleitoral para Flávio e recusado pedidos semelhantes relacionados a Lula. O caso ganhou atenção após mensagens internas da Meta sugerirem que funcionários identificaram restrições nas contas de Lula no Instagram e recomendações algorítmicas favoráveis a Flávio em redes como Instagram e WhatsApp.
A suspeita sobre o tratamento desigual entre as candidaturas e o funcionamento das ferramentas de inteligência artificial também chegou a organismos internacionais, com relatores da Organização das Nações Unidas (ONU) solicitando explicações à Meta. Parlamentares dos Estados Unidos, incluindo Bernie Sanders, também cobraram esclarecimentos do executivo da empresa, Mark Zuckerberg. A ordem judicial inclui o X, plataforma de Elon Musk, e examina denúncias sobre o funcionamento do Grok, sistema de inteligência artificial da rede.
A Meta nega qualquer interferência no processo eleitoral ou favorecimento de candidatos. A empresa afirma que as falhas apontadas tiveram alcance amplo e afetaram diferentes contas e anunciantes.
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