
Daniel Vorcaro utilizava a Mosaic, uma instituição financeira sediada nas Bahamas, para movimentar recursos do Banco Master no exterior, segundo investigadores ouvidos pelo jornal Folha de S. Paulo. A suspeita é que a estrutura permitia realizar transações sem deixar rastros e possibilitava a compra de imóveis, jatinhos e iates. Parte dos valores foi enviada a empresas em Delaware, nos Estados Unidos, local onde os registros públicos não exigem a identificação de sócios ou gestores.
Os investigadores buscam identificar os beneficiários e possíveis conexões com o Havengate, fundo que recebeu recursos destinados ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. A investigação também apura se parte do dinheiro retornou ao Brasil para o pagamento de advogados e campanhas midiáticas contra o Banco Central e outros adversários de Vorcaro. A empresa Entre, utilizada pelo ex-banqueiro para intermediar pagamentos no exterior, participou das movimentações.
Os recursos enviados via Mosaic foram congelados e são objeto de disputa na Justiça. O liquidante do Master defende a utilização dos valores para ressarcir credores e funcionários, enquanto a instituição afirma que os recursos devem ficar com a União. A defesa de Vorcaro e da Mosaic não responderam à Folha.
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