
O número de boletins de ocorrência sobre golpes envolvendo imóveis atingiu a marca de 86 por dia nas regiões de Campinas e Piracicaba. Os dados foram informados pela Polícia Civil, considerando os departamentos de Polícia Judiciária (Deinter). Entre janeiro e agosto de 2026, foram registrados 20.988 casos. As situações consideradas como estelionato imobiliário incluem: venda de imóvel que não pertence ao vendedor; falsificação de documentos; venda do mesmo imóvel para várias pessoas; anúncio falso; golpe do aluguel; loteamento irregular ou inexistente; fraude em financiamento imobiliário; procuração falsa; golpe da regularização imobiliária; fraude em herança e inventário; aquisição mediante pagamento fraudulento; e uso indevido de identidade digital.
Oswaldo Diez Junior, diretor da Polícia Civil na região de Campinas, afirma que a tática dos golpistas envolve apressar a vítima para fechar o negócio sem a checagem prévia da documentação. A orientação da polícia é pesquisar o imóvel e o vendedor antes do fechamento do negócio, analisando certidões, débitos, se o bem está desimpedido e se o intermediário possui registro no CRECI. Além disso, o delegado alerta que depósitos em contas bancárias não vinculadas ao proprietário do imóvel são sinais de alerta.
Em caso de falta de acordo entre as partes após a ocorrência, o advogado Haroldo Saboia informa que a vítima pode recorrer à Justiça para buscar indenização por danos materiais e morais. O empresário Marcos Eduardo de Barros, que registrou boletim de ocorrência em Monte Mor após identificar irregularidades na compra de um terreno em Elias Fausto, alerta para a importância de adquirir apenas imóveis com escritura regular.
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