
Os brasileiros voltam às urnas neste domingo (25/10) para decidir quem comandará o país a partir de 2027. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca um quarto mandato, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputa sua primeira candidatura à Presidência da República. Mais de 158,7 milhões de eleitores estão aptos a participar do segundo turno. Além da escolha para o Palácio do Planalto, haverá votação para governador no Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal.
A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Nos estados com disputa para governador e no Distrito Federal, a escolha pelo governador será a primeira na urna, seguida pelo voto para presidente. Em algumas cidades, haverá também eleições suplementares para prefeito ou plebiscitos. As disputas para deputados e senadores foram encerradas no primeiro turno.
Na corrida presidencial, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, contra 45,16% de Lula. Cerca de 2,2 milhões de votos separaram os candidatos em 4 de outubro. Nenhum deles alcançou mais da metade dos votos válidos, levando a decisão para este domingo. Para Lula, a eleição pode representar uma quarta vitória na corrida pelo Planalto. Flávio, advogado e filho do ex-presidente, possui experiência como deputado estadual antes de chegar ao Senado em 2019.
O petista passou as três semanas entre os turnos tentando recuperar terreno com nova estratégia de comunicação nas redes sociais e mobilização nas ruas. No grupo do senador, o resultado do primeiro turno gerou confiança na vitória, levando aliados a tratarem a eleição como "ganha" e iniciarem negociações sobre um eventual governo. Com pesquisas internas mostrando Lula mais próximo do adversário, a campanha de Flávio ajustou o discurso para evitar que apoiadores deixassem de votar.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que o Brasil ganhou cerca de 2,3 milhões de eleitores desde 2022. As mulheres são maioria, com aproximadamente 83,9 milhões (52,84% do eleitorado). São Paulo é o maior colégio eleitoral, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. Cerca de 919 mil pessoas estão habilitadas a votar no exterior em 186 cidades, onde a escolha é apenas para presidente e vice-presidente. Entre os mais jovens, cerca de 1,6 milhão têm 16 ou 17 anos; o voto é facultativo para analfabetos e maiores de 70 anos, grupo com quase 17 milhões de eleitores.
No primeiro turno, cerca de 125 milhões de pessoas compareceram às urnas, com abstenção de cerca de 21%. Eleitores que não votaram no dia 4 de outubro podem votar normalmente neste domingo se estiverem com o título regular. O TSE informou que 361 seções mudaram de local entre os turnos devido a problemas estruturais, climáticos ou de segurança.
A estrutura do TSE para as eleições inclui 563.910 urnas eletrônicas, das quais 499.248 foram destinadas à votação e 64.662 compõem a reserva técnica. As Forças Armadas apoiarão o transporte de materiais em áreas de difícil acesso e atuarão na segurança da votação e apuração em 306 municípios. A Polícia Federal manterá equipes para prevenir crimes eleitorais, enquanto a Polícia Rodoviária Federal (PRF) garantirá a circulação dos eleitores nas rodovias federais.
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