
O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), manifestou disposição para integrar um eventual Ministério da Segurança Pública no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caso seja convidado. Em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira, 27, o promotor confirmou que aceitaria o cargo se recebesse uma proposta formal, a qual ainda não ocorreu. O governo avalia a recriação do ministério, que pode começar a funcionar em 2027.
Gakiya ganhou notoriedade por sua atuação no combate ao crime organizado, especialmente contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). Devido ao trabalho contra a facção criminosa, o grupo o considera um inimigo e o jurou de morte. Em agosto, apurações indicaram que integrantes do PT e pessoas próximas ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ouviram Gakiya em discussões sobre segurança pública; uma fonte descreveu o promotor como uma espécie de "conselheiro oculto" dos petistas.
O nome de Gakiya também apareceu durante a campanha eleitoral de Ronaldo Caiado (PSD). Em agosto, o então candidato à Presidência afirmou que havia convidado o promotor para integrar seu governo em caso de vitória nas eleições. A criação do Ministério da Segurança Pública pelo governo Lula pode ser avaliada ainda este ano como sinal de compromisso com uma das áreas que desafiaram o presidente durante a campanha, mas o funcionamento efetivo da estrutura pode começar apenas no próximo ano.
Gakiya defende maior integração entre as forças de segurança estaduais e federais para combater o crime organizado. Ele também se posiciona contra a classificação do PCC e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, afirmando que as facções atuam como máfias. Em 2025, o integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em Presidente Prudente, participou da elaboração do texto do Projeto de Lei Antifacção, que deu origem à Lei Antifacção em março deste ano.
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