
Projeções de alíquotas de 11,35% para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e 18,7% para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) apontam um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) combinado de 30,05%. Caso os valores sejam confirmados, o Brasil pode figurar entre os países com maior tributação padrão sobre o consumo.
A CBS será um tributo federal e o IBS reunirá a tributação de estados e municípios. Ambos fazem parte da reforma tributária aprovada no país, que visa substituir gradualmente diversos tributos atuais por um sistema simplificado. A alíquota final projetada tem gerado discussões sobre os efeitos econômicos da mudança.
Uma taxa padrão de 30,05% colocaria o Brasil acima de países com sistemas de IVA consolidados. O percentual é relevante pois a tributação sobre o consumo afeta diretamente o preço de produtos e serviços, impactando o orçamento de famílias de diferentes faixas de renda.
Um dos pontos de preocupação é o reflexo da tributação no custo de vida. Dependendo do repasse dos impostos nas cadeias de produção e comercialização, os preços finais podem sofrer pressões, especialmente em itens como alimentação, moradia, transporte e serviços essenciais.
O setor produtivo acompanha as projeções para adaptar sistemas de cobrança, contabilidade e formação de preços às novas regras. Embora a reforma busque simplificar o recolhimento e reduzir distorções entre setores, o resultado dependerá da alíquota estabelecida, dos regimes diferenciados e das condições de implementação do sistema.
A projeção de 30,05% para o IVA brasileiro reforça o debate sobre conciliar a simplificação tributária com uma carga que não prejudique o consumo, os investimentos e a competitividade das empresas nacionais. O percentual citado é uma estimativa e a confirmação dos valores é necessária para determinar se o Brasil terá o maior IVA padrão do mundo.
Mín. 17° Máx. 26°