
O senador Márcio Bittar (PL-AC) criticou o jantar realizado por Caetano Veloso e Paula Lavigne no Rio de Janeiro, que reuniu artistas e o deputado federal André Janones (Rede-MG). Ao mencionar a medida protetiva concedida à ex-companheira do parlamentar, Bittar afirmou que aliados estariam tolerando condutas contra mulheres por afinidade política. O senador questionou se, por pertencer ao mesmo grupo político, o deputado poderia agir contra a mulher sem problemas.
O encontro ocorreu na terça-feira, 27, após o segundo turno presidencial, e contou com a presença de nomes como Anitta, Grazi Massafera e Sophie Charlotte. Os participantes divulgaram mensagens de agradecimento pela atuação durante a campanha. Bittar reconheceu o direito de Caetano receber quem quisesse, mas contestou a celebração em torno de Janones e a presença de artistas com grande alcance público.
A crítica de Bittar refere-se ao caso da prefeita de Ituiutaba (MG), Leandra Guedes, que acusou Janones de ameaçar divulgar imagens íntimas do período em que mantiveram um relacionamento. Em 2025, a Justiça mineira concedeu medidas protetivas contra o deputado. Janones negou ter divulgado imagens e afirmou não ter cometido os atos atribuídos a ele. A concessão da medida protetiva não equivale a uma condenação criminal.
O senador também mencionou acusações de violência doméstica contra Luís Cláudio Lula da Silva, em 2024. Naquele ano, a Polícia Civil concluiu o inquérito sem indiciá-lo por considerar insuficientes os elementos para sustentar as suspeitas; a defesa do acusado negou as acusações.
Sobre as articulações para o próximo mandato de Lula, Bittar contestou a possível indicação de Gleisi Hoffmann para o Tribunal de Contas da União (TCU). O senador afirmou que ela estaria vinculada a uma ideologia política e questionou se haveria perseguição contra governadores de outros partidos. A ex-presidente do PT é citada em negociações para uma eventual vaga de Rodrigo Pacheco no TCU, caso ele seja indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Bittar também criticou a possibilidade de Pierpaolo Bottini assumir um ministério. Bottini, advogado de Daniel Vorcaro, é cotado para a Justiça e integrou a defesa do ex-controlador do Banco Master até março. O senador afirmou que "tem hora que a gente vê tudo isso, dá até vontade de desistir" e declarou que continuará na oposição.
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