
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira (29) que o país está preparado para uma eventual guerra contra a Europa caso as potências ocidentais decidam iniciar um confronto militar direto. A declaração ocorre em meio à continuidade da guerra na Ucrânia e às divergências com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Durante conversa com jornalistas, Putin declarou que a Rússia não deseja entrar em guerra com a Europa, mas ressaltou estar preparada para enfrentar um eventual confronto. O líder russo alertou sobre as consequências de uma escalada militar, afirmando: "Não haverá vencedores de maneira alguma. Que ninguém se esqueça disso".
O presidente russo criticou as estratégias das potências ocidentais para enfraquecer Moscou e afirmou que as tentativas de impor uma derrota estratégica à Rússia não alcançaram os objetivos pretendidos, reiterando que o país continuará defendendo seus interesses militares e geopolíticos.
Putin também destacou a situação no Mar Báltico, região considerada estratégica para a segurança e circulação marítima russa. O presidente advertiu que restrições à navegação de embarcações russas por países europeus poderiam provocar uma crise de grandes proporções, comparando os riscos de um possível bloqueio no Báltico à situação do Estreito de Ormuz. A declaração foi direcionada aos países europeus integrantes da OTAN com presença na região.
As declarações ocorreram após contatos diplomáticos entre Putin e lideranças europeias. O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, e o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, participaram de uma iniciativa para abrir canais de diálogo com Moscou e discutir possibilidades de negociação para a guerra na Ucrânia. A movimentação envolveu articulações relacionadas ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, visando construir condições para um entendimento que reduza as hostilidades. Moscou mantém exigências sobre a expansão da OTAN no Leste Europeu.
Enquanto as negociações são discutidas, o secretário de Defesa britânico, Wes Streeting, alertou para a necessidade de preparação diante de possíveis ameaças militares nos próximos anos, mencionando o horizonte de 2030. O posicionamento britânico reflete a preocupação de governos europeus com o fortalecimento das capacidades militares russas e a possibilidade de ampliação das tensões além do território ucraniano. Países da OTAN discutem medidas de defesa, investimentos militares e estratégias de proteção diante do cenário de insegurança.
Mín. 17° Máx. 26°