
A líder opositora na Venezuela, María Corina Machado, agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, pela captura de Nicolás Maduro. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (29/10), durante a primeira coletiva de imprensa realizada após o retorno da política ao país.
"Quero agradecer ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao governo dos Estados Unidos e ao secretário de Estado, Marco Rubio, porque graças à sua visão, à sua coragem e à ação de 3 de janeiro [quando forças norte-americanas capturaram Maduro], abriu-se essa passagem para a liberdade", afirmou Machado.
A política de 59 anos retornou à Venezuela no domingo (25/10), após passar quase um ano exilada no exterior. Ela havia deixado o país em dezembro de 2025, com auxílio dos Estados Unidos para viajar até a Noruega, onde receberia o Prêmio Nobel da Paz. Antes disso, Machado viveu meses escondida no território venezuelano devido a perseguições do governo Maduro após as eleições de 2024.
Durante a conversa com repórteres, Machado foi questionada sobre sua relação com líderes de países vizinhos e afirmou ter uma boa relação com presidentes como Abelardo de la Espriella, da Colômbia; Daniel Noboa, no Equador; e Javier Milei, na Argentina. Sobre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, ela afirmou que nunca falou com ele. "Nunca falei com o presidente Lula, nunca. Essa é a realidade, e acredito que não tenha sido por falta de interesse da minha parte", declarou.
O retorno de Machado ocorre em um período de transformações políticas na Venezuela após a queda de Nicolás Maduro e o alinhamento do governo interino de Delcy Rodríguez com interesses norte-americanos. Desde janeiro, quando militares dos EUA invadiram Caracas e capturaram o líder chavista, a administração atual tem atendido a pedidos de Donald Trump, incluindo a abertura do setor petrolífero para empresas norte-americanas como parte de um plano de recuperação do país.
Nesta quinta-feira, a presidente Delcy Rodríguez anunciou que o país se prepara para realizar eleições livres "com o mundo como testemunha". O pleito ainda não possui data definida e faz parte de um roteiro de três fases apresentado por Marco Rubio no último ano.
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