
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, está articulando o afastamento ou a expulsão de membros da ala conhecida como “centrão petista”. A iniciativa tem o aval de Lula da Silva e é motivada pela insatisfação com dirigentes acusados de não terem se empenhado na campanha presidencial de 2026. Durante reunião da Executiva Nacional, em 29 de outubro, Edinho sugeriu que os integrantes desalinhados deixem a legenda voluntariamente, mencionando a possibilidade de um "divórcio litigioso" em caso de expulsão.
Um dos principais alvos do movimento é Washington Quaquá, prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente nacional do PT. Quaquá contestou as acusações de omissão e afirmou que coordenou a campanha de Lula no Rio de Janeiro. Em resposta às declarações de Edinho Silva, o prefeito chamou o presidente do partido de "mentiroso", "incompetente" e "fofoqueiro", sugerindo que ele deixasse o PT para ingressar no Psol.
O prefeito Washington Quaquá já enfrenta pedidos de expulsão na comissão de ética da legenda por declarações sobre Domingos Brazão, apontado como mandante do assassinato de Marielle Franco, e sobre uma operação policial no Rio de Janeiro que resultou em cerca de 120 mortes.
A insatisfação do presidente nacional também envolve petistas que não incluíram o nome de Lula em materiais de campanha. Em setembro, Edinho Silva cobrou a identificação do presidente da República nos materiais dos candidatos a deputado e afirmou que exigiria a devolução de recursos do fundo eleitoral em caso de descumprimento. Além disso, Lula defende a redução da influência das emendas parlamentares no Orçamento. A tentativa de afastar os integrantes do "centrão petista" pode gerar novas divisões internas na legenda.
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