20°C 29°C
Brasília, DF
Publicidade

Brasil cria 121 mil empregos formais em setembro, aponta Caged

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego indicam queda de 43% em comparação ao mesmo mês de 2025

04/11/2026 às 15h18
Por: VV8 REDAÇÃO
Compartilhe:
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Brasil registrou a criação de 121.305 vagas de emprego formal com carteira assinada em setembro, conforme dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado é o menor para o mês de setembro desde 2020. No mesmo período do ano anterior, foram gerados 214,6 mil novos postos de trabalho. Os números de setembro deste ano representam uma queda de 43% em comparação ao mesmo mês de 2025. Em setembro de 2020, houve a criação de 162.034 vagas. Em relação a agosto deste ano, que teve 161.062 empregos, o resultado de setembro representa uma queda de 24,68%.

O saldo do mês é composto por 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos. Do total, 78,1% dos postos foram considerados típicos, e 21,9% não típicos — classificação utilizada pela pasta para se referir a trabalhadores aprendizes, intermitentes, temporários e com carga horária de até 30h. No acumulado de janeiro a setembro de 2026, houve a geração de 1.248.914 empregos, contra 1.731.398 no mesmo período de 2025, o que representa uma queda de 27,9%.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribui a redução na geração de empregos aos juros praticados no país. O ministro afirmou que os juros vêm afetando a economia desde o ano passado e que o resultado dos empregos é a confirmação do ritmo de investimento, mencionando também que o crescimento do comércio on-line reduz empregos.

No mês, quatro dos cinco agrupamentos de atividades econômicas apresentaram saldos positivos: Serviços (81.241 postos), Indústria (19.285 postos), Comércio (15.967 postos) e Construção (9.468 postos). A agropecuária foi o único setor com perda de empregos formais, com 4.381 postos a menos.

Quanto aos grupos populacionais, em setembro, houve a criação de 62,9 mil vagas para mulheres e 59,1 mil para homens. Houve crescimento em 26 unidades da federação (UF), com destaque para São Paulo, Pernambuco e Alagoas. As taxas de maior alta foram registradas em Alagoas (2,47%), Amapá (1,35%) e Roraima (1,23%). As menores variações foram no Maranhão (0,10%), Goiás (0,02%) e Rio Grande do Sul, que apresentou queda de 0,10%.

O salário médio real de admissão em setembro foi de R$ 2.429,41, o que representa uma redução de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto deste ano. Para os trabalhadores considerados típicos, o salário foi de R$ 2.480,24 (2,09% acima da média geral), enquanto aqueles considerados não típicos tiveram salário médio de R$ 2.054,61 (15,4% abaixo da média geral).

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Brasília, DF
22°
Tempestades

Mín. 20° Máx. 29°

23° Sensação
12.96km/h Vento
94% Umidade
100% (14.12mm) Chance de chuva
05h33 Nascer do sol
18h16 Pôr do sol
Qui 31° 20°
Sex 31° 21°
Sáb 31° 22°
Dom 24° 19°
Seg 23° 19°
Atualizado às 16h01
Economia
Dólar
R$ 5,46 -0,56%
Euro
R$ 6,13 -0,28%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 464,598,78 +3,19%
Ibovespa
167,392,14 pts 1.1%
Publicidade