
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (4/11) que um eventual processo de impeachment contra ele poderia "destruir" o Partido Democrata. A declaração ocorreu em entrevista no salão de baile da Casa Branca, um dia após os republicanos perderem o controle da Câmara dos Representantes e do Senado nas eleições de meio de mandato (midterms). Trump afirmou que um impeachment sem motivo por o país estar bem-sucedido prejudicaria a oposição.
Ao comentar a nova composição do Legislativo, Trump disse acreditar ser possível trabalhar com integrantes do partido adversário, mas ressaltou que poderá utilizar o poder de veto caso discorde das propostas apresentadas. Ele afirmou que os democratas entraram em contato para conversar e que lidaria com as ações deles caso não fossem favoráveis.
O presidente também declarou que os republicanos teriam tido um desempenho melhor se seu nome estivesse nas urnas, citando a participação popular nos comícios da campanha. Trump afirmou que não foi possível transferir o apoio recebido por ele aos candidatos do partido durante o processo eleitoral.
Com a nova composição, o partido de oposição terá mais poder para barrar propostas do governo e ampliar a fiscalização sobre a administração de Trump, o que pode dificultar a aprovação de projetos nos próximos dois anos. A maioria democrata também permite investigações parlamentares sobre integrantes do governo. Um processo de impeachment depende da aprovação da Câmara dos Representantes e do julgamento pelo Senado.
Além das vagas no Legislativo, os eleitores escolheram governadores em 36 dos 50 estados norte-americanos. Até a atualização dos resultados, democratas conquistaram 22 governos estaduais, enquanto republicanos venceram em 12. Entre as disputas vencidas pelos democratas estão cinco estados anteriormente governados por republicanos: Geórgia, Iowa, Texas, Ohio e Nevada.
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