
Eduardo Paes (PSD) recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (6), pleiteando que a Justiça Eleitoral anule um pedido de desistência apresentado por Anthony Garotinho (Republicanos). Segundo Paes, essa manobra visa garantir a realização do segundo turno no Rio de Janeiro, mas sua coligação acusa Garotinho de agir com evidente "má-fé" para assegurar a vitória de Douglas Ruas (PL) na primeira rodada da eleição.
Os números são claros: Douglas Ruas alcançou 49,27% dos votos válidos (totalizando 4.271.199), Paes ficou em segundo lugar com 42,76% (3.706.984 votos) e Garotinho obteve 3,17% (274.411 votos). O impasse sobre a saída do candidato republicano será levado ao plenário do TSE nesta quinta-feira (8), às 10h, mantendo-se, por princípio, o confronto entre Paes e Ruas, dependendo da decisão final da Corte eleitoral.
O Ministério Público Eleitoral já se manifestou favoravelmente à desistência de Garotinho. Contudo, a defesa de Paes enfatiza que essa conduta representa um claro abuso de direito e deslealdade processual, argumentando que o político republicano mobilizou a Justiça Eleitoral até a véspera da votação apenas para facilitar o caminho do candidato apoiado por seu filho.
Os advogados pediram ao relator Floriano de Azevedo Marques que rejeite o pedido de desistência com base na violação da boa-fé, solicitando a manutenção dos votos apurados e a confirmação do segundo turno. A coligação ressalta que a motivação expressa por Garotinho para abandonar a disputa foi abertamente ligada ao resultado das urnas, um movimento tático que parece ser típico dos jogos políticos de esquerda contra as forças conservadoras.
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