
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, solicitou nesta terça-feira (13) ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, celeridade na conclusão do inquérito sobre fake news, aberto há sete anos de ofício pelo então presidente da Corte, Dias Toffoli. O referido inquérito é alvo de cobranças por parte da sociedade e de juristas devido à sua abertura sem provocação externa e ao foco em aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação teve o ministro Alexandre de Moraes como relator antes de ser encaminhada para o gabinete de Fachin, após as investigações do Banco Master envolverem magistrados da Corte.
Em nota divulgada após reunião entre os dois dirigentes, o STF informou que a Polícia Federal adiantou que analisará as diligências pendentes para decidir sobre a conclusão do Inquérito (INQ) 4781. Além disso, Fachin solicitou que todas as menções a ministros da Corte encontradas nas investigações do Banco Master sejam enviadas ao seu gabinete com os respectivos contextos e sem avaliações da autoridade policial. O ministro ressaltou que atos investigativos de magistrados dependem de autorização do plenário do tribunal, afastando apurações solicitadas por Moraes e por André Mendonça.
A reunião, solicitada pela própria Polícia Federal, também abordou as investigações sobre o roubo a beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o caso do Banco Master. Segundo a presidência do STF, a Corte aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para definir os próximos passos e analisar pedidos pendentes. Outro tema tratado foi a segurança institucional e as ameaças contra ministros do Supremo, com Fachin defendendo uma atuação preventiva e coordenada dos órgãos de proteção aos magistrados.
As investigações sobre o Banco Master revelaram detalhes específicos envolvendo diferentes magistrados. No caso de Alexandre de Moraes, apurou-se a contratação do escritório de advocacia de sua esposa pelo banco no valor de R$ 129 milhões, além de mensagens atribuídas ao banqueiro e contatos com o ministro. Em relação a Dias Toffoli, apurou-se que ele foi sócio de seus irmãos em um resort no Paraná que negociou cotas com fundo ligado ao Master. Quanto a André Mendonça, as investigações apontaram encontros com advogado ligado ao banqueiro e uma possível relação entre o banco e o Instituto Iter, do qual o ministro era sócio. Também foram relatadas contratações de intermediários por parte do banqueiro para aproximar-se do magistrado.
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