
Em 15 de outubro de 2026, o deputado estadual eleito Márcio Canella, do União Brasil, foi preso na Operação Unha e Carne sob suspeita de lavagem de dinheiro. A ação da Polícia Federal apura a atuação de uma organização criminosa que utilizaria uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro. Com a detenção, o partido registra dois presidentes de diretórios presos em um mês. Canella, que recebeu mais de 197 mil votos nas eleições e é o presidente do diretório estadual da legenda no Rio de Janeiro, é investigado por um esquema que movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, segundo relatório do Coaf enviado à Polícia Federal.
A operação resultou no cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão em diversas cidades do Rio de Janeiro. A Justiça determinou o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro, das quais 96 são postos de combustíveis.
O outro dirigente detido no período é o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, também do União Brasil. Ele se entregou à Polícia Civil em 18 de setembro após ser alvo de uma operação que apuraria supostas relações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Leite era o presidente do diretório municipal do partido em São Paulo e era alvo de um mandado de prisão temporária no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do crime organizado no setor de transportes. A Justiça de São Paulo prorrogou a prisão de Milton Leite por mais 30 dias em 14 de outubro.
De acordo com investigação da Polícia Civil e do Gaeco, Milton Leite seria responsável pela operação de empresas de transporte em São Paulo sob comando do PCC. O ex-vereador é citado nominalmente como responsável direto pela operação de algumas dessas empresas controladas pelo grupo criminoso, conforme relatório da Polícia Civil. Documentos do Tribunal de Justiça Militar também indicariam que ele seria o "dono de fato" da empresa Transwolff. O ex-vereador nega todas as acusações. Atualmente, o diretório estadual do União Brasil em São Paulo é comandado por Alexandre Leite. Desde 2025, o partido integra a Federação União Progressista com o PP.
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